3 de fevereiro de 2014

Deus

Admiro todos aqueles que acreditam cheios de fé e cheios de tudo em Deus. Num Deus qualquer cheio de bondade e que tudo faz para diminuir o sofrimento de qualquer ser humano. Admiro porque não entendo. Admiro porque uma parte de mim acredita nalguma entidade superior e toda a outra parte se questiona e não é segura nisso. E questiono-me principalmente se é de mim ou se a entidade em que acredito é diferente do Deus em que vocês acreditam.
Acreditam num Deus auge de perfeição mas… Que Deus é esse que tira pessoas do mundo que muitas vezes nada fazem para merecer essa sentença? Que Deus é esse que deixa muita gente morrer à fome ou com doenças? Que Deus é esse que preza pela desigualdade ou pela injustiça? No fundo é essa a questão: “Que Deus é esse em que acreditam, tão cegamente, muitas vezes?”. É difícil entender. Talvez Ele vos ajude mas então olhem para o que vos rodeia: miséria, fome, doenças, guerras, mortes. Questionem-se.
Às vezes, quando preciso de forças ou quero ficar bem, dou por mim a pedir interiormente sinais ou ajuda, não sei bem a quem, talvez a um Deus meu. A um diferente do vosso. Um só meu ou um anjo da guarda qualquer que me vem à cabeça. Dou por mim a pedir que os meus dias melhorem ou então que as pessoas que estão na minha vida consigam ser felizes. Pedi para evitar mortes, mas isso Ele não conseguiu. E não, eu não deixei de acreditar nesse meu pequeno refúgio, não deixei porque nesse caso foi o ciclo da vida a apoderar-se das pessoas, não foi Deus que as levou daqui.

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