14 de abril de 2014

Happy ending

Perdida entre riscos e rabiscos, emoções, ilusões e desilusões. Sem conseguir definir o que estou a sentir- para variar. As horas passam e nada parece mudar. Contudo, a verdade é que só não muda porque eu não quero. Não dá para desapegar de hábitos que eram rotineiros. É como se tivesse de viver apenas com metade do coração e, pensado bem, quem é que aguenta viver só com metade do coração?
É quase impossível esquecer alguém que nos deu tanto para relembrar- tanto coisas boas como coisas más. Não dá para (te) evitar, eu quero e muito, mas passar por aquele sítio e dar por mim a recordar os momentos ali passados; ouvir aquela música e recordar-me das horas em que passávamos a falar enquanto eu a escutava; sentir aquele cheiro e, como se fosse automático, sentir os teus braços em minha volta. Aquelas sensações boas que proporcionavas pareciam ser tão verdadeiras, tão eternas. Como se tudo fosse durar até sempre. A verdade é que, se foi durante o "nosso sempre" até foram eternas.
Assim como os bons momentos, os menos bons também não se esquecem. Foste de extremos. Tanto me fazias sentir bem, como de um momento para o outro, me fazias sentir das pessoas mais terríveis à face da terra e a verdade, é que foram nesses maus momentos que senti a necessidade de procurar o teu conforto. Irónico, não achas? O ser humano consegue ser tão estúpido por vezes. Eras tu quem me feria e ao mesmo tempo me curava.
O tempo foi passado... O sentimento dissipando...
Deixei de te procurar, aprendi a viver sem ti. Não corri atrás, percebi que me fazias mais mal que bem. E se eu já não me sentia bem, para quê insistir? A altura de acabar este capítulo estava cada vez mais perto. Reconheço que foi uma história bonita, mas tudo tem um fim. Foi preciso seguir em frente. Dar fim à "bela" história que escrevemos, juntos. Não pretendo começar outro capítulo contigo.
E como todos os contos de fadas acabam com um final feliz, podemos dizer que, no final da nossa história, vivemos felizes para sempre.
Está na hora de eu começar a escrever outra história.

22 de março de 2014

20 de Março de 2014

Já não estás aqui fisicamente, mas sim nos nossos corações e é por isso que hoje te escrevo. É um dia especial, é o teu dia, os teus 76 anos, o início da primavera. Que data tão linda para te recordar, um novo capítulo nas nossas vidas sem ti aqui, e é tão estranho "comemorar" o teu aniversário sem estares aqui, a nosso lado, a soprar as velas.
Sabes como estes quase dois meses tem sido complicados? Fazes tanta falta cá. Nada parece ser o mesmo, falta sempre algo.
Todos os dias espero por ti, por um sinal teu, um chamada tua, uma visita tua, a minha esperança nunca morre porque estou iludida. Para mim, ainda não foste... Não consigo aceitar a tua ausência. Talvez é isso que me faz mal, dia após dia.
Mudei desde que foste embora, já não sou a mesma pessoa. Espero que não estejas desiludido, não era minha intenção, aliás nunca foi minha intenção desiludir-te.
Dia 20, o teu dia, um dia que tem de ser vivido ainda com mais alegria, porque tu, mais que ninguém, merece ser recordado com alegria e com um sorriso, e quanto a isso, estou a tentar mudar. Não quero continuar a recordar-te com lágrimas nos olhos, mas desculpa mais uma vez, enquanto te escrevo esta "carta" choro. Choro, um choro de saudade. Saudade essa que nunca mais vai ter fim. Sabes quem é que também nunca vai ter fim também? Tu, meu avôzinho.
Não me quero alongar mais,
Parabéns meu anjo, minha estrela, meu tudo, amo-te.


15 de fevereiro de 2014

"Herói"

"Quando eu era pequenina passava o tempo a imaginar como seria ter um irmão mais velho. Sendo eu a mais nova as minhas irmãs raramente brincavam comigo e, não sei talvez fosse tolice minha, mas imaginei que se tivesse um irmão as coisas seriam diferentes. Não só no facto de ter alguém para brincar comigo, mas queria alguém estivesse lá nos momentos em que as pessoas eram menos simpáticas comigo para que no segundo a seguir eu pudesse esquecer tudo aquilo de mau que me disseram e crescer para ser a pessoa que eu queria ser. Porque, embora eu tentasse ignorar, aquilo que me diziam de mau ia-me mudando. Deixei de conviver tanto com as pessoas e fechei-me no meu mundo para que não mo pudessem atacar mais pois este já não iria aguentar constantes investidas.
Embora eu não tivesse o irmão mais velho que sempre desejei tinha alguém que tomava quase essa posição. Podia não ser tão presente como o que eu desejava, mas era o meu herói. Era aquela pessoa que eu ficava tempos e tempos a desejar que viesse para perto de mim para afastar tudo de sombrio que eu começava a ver no mundo. Era aquela brisa de ar tépido que nós tanto adoramos na primavera e, pelos breves segundos que ela contactava connosco parecia que não havia nada que pudesse estragar esta sensação. Com o tempo vim a descobrir que isso era mentira.
Das sensações mais tristes para mim foi perder o meu herói. Isto não quer dizer que tal pessoa tenha morrido ou que algo de mal lhe tenha acontecido. Antes pelo contrário, o meu “herói” permaneceu exatamente como era. O problema era eu e a minha inocência de criança que a cada dia que passava se distanciava mais de mim.
Sonhava que havia alguém neste mundo que era um exemplo a seguir. Que sonho tolo de criança... Existe sempre alguma coisa que estraga sempre o bonito quadro que nós pintamos de alguém que admiramos. A partir do momento em que deixamos de acreditar na integridade moral da pessoa que considerávamos tudo para nós começamos a questionar se existe alguém que seja realmente o que nós chamamos de “boa pessoa”. Cada dia mais vejo pessoas a destruir este quadro que eu pintei em criança. Tantos defendem que somos todos iguais mas tão poucos são os que conseguem realmente pôr isso em prática. Isso entristece-me cada vez mais.
Há dias em que eu desejava voltar a ser aquela criança que acreditava na bondade, que acreditava que não existem pessoas más, apenas pessoas que precisam de um bocadinho mais de amor. Outros dias sinto-me determinada a mudar isso e a espalhar o amor que algumas pessoas necessitam. Mas eu, tal como muitas outras pessoas, necessito de voltar a aprender a amar o belo que o ser humano consegue ser."

Anónimo do 11D

10 de fevereiro de 2014

Cada escolha tem uma cor, cada perda trás uma dor!

Se eu te der uma cor 
Será o amor! 
Se eu te der a escolher,
Escolherás uma na qual te irás perder!
De todas as que pensei
Com o teu nome me deparei.
Longe daqui 
E perto de ti é onde me quero encontrar,
Para te ver descansar e em meus braços te puder cuidar.
Mas tentado respeitar a tua razão 
Eu caminho sem direcção.


Meu caro amigo a ti não te deixarei,
Pois foste até hoje quem eu mais amei.

VM

6 de fevereiro de 2014

Mágoa

Escrevo frases sem sentido por linhas tortas, envolvida num clima de acordes tristes, entre mil soluços e lágrimas que vão caindo, todas umas a seguir às outras até estas me tocarem os lábios. Vão deixando um rasto, que me queima a pele e salga a boca devido ao seu sal.
Apesar de tentar sempre lidar com tudo da melhor forma, eu não sou de ferro... eu sou um ser-humano, como todos os outros. E, como tal, também tenho sentimentos, também vacilo, também desabo por vezes. E embora esta minha extrema fragilidade não seja novidade para a maioria, ainda há quem veja em mim um "eu" que eu não sou; o "eu" que aparento ser. Para dizer a verdade, nunca compreendi muito bem esta necessidade do ser-humano, de se fazer de forte em algumas situações e sorrir perante as mesmas, quando por dentro explodem de dor. Não deveríamos sempre ser honestos, tanto para com os outros, como para connosco próprios? Esta é (mais) uma (das) pergunta(s) que me atormenta(m), todos os dias, todas as noites: porquê fazermo-nos de fortes se, na verdade, nos sentimos fracos?
Dou por mim a olhar-me ao espelho, com os olhos inchados e encarnados, questionando-me a mim mesma do porquê de ser tão sensível. É claro que não obtenho resposta; eu sou assim mesmo. E por mais esforços que faça para mudar isso, é algo que faz parte de mim, da minha maneira de ser. Eu funciono demais com o coração. E talvez seja por isso que nem sempre ajo da forma mais correta. Eu não sei ser 100% racional. É algo que me ultrapassa... e os sentimentos? Simplesmente não contam? Se calhar sou eu que me apego demais às pessoas, não sei. Talvez um dia eu descubra.
(...) Eu sufoco-me com as minhas próprias perguntas. Como se o meu coração começasse a pesar-me cada vez mais no peito e eu simplesmente deixasse de o conseguir suportar. Conhecem essa sensação? (...) Dói... não é? E dói tanto, que quando parece que nos habituamos a essa dor, ela se transforma numa espécie de dormência, que nos deixa impávidos, e até pálidos; perplexos e sem reação. É horrível. Peço interiormente que esse sentimento passe, mas, no fundo, nem eu própria sei como o fazer realmente. Respiro fundo, na tentativa desesperada de me acalmar. Enxugo as lágrimas e encho-me de coragem. Acalmo-me. No entanto, sei que a dor não desapareceu... ela apenas estabilizou. E como a dor em si é um ciclo, ela irá voltar. É algo inevitável, inadiável. É mágoa pura. (...) Mas dias melhores virão, isso é certo. (...) Então, eu concluo: não há dor que perdure; não há nada que o tempo não cure. E embora colado pela milésima vez com fita-cola, sei que o meu coração não será exceção.

4 de fevereiro de 2014

"Porque choramos?
De onde vêm as lágrimas?
O que significam?
Tristeza? Felicidade?
Será que são uma demonstração de sentimentos?
O mais puro elemento da nossa biologia?
E para que servem?
Aliviar a alma, desmontando-a em peças,
em forma de gotas salgadas?
E para onde vão quando secam?
Desvanecem na atmosfera,
integram o ar, levam o sentimento.
Tornam-o numa parte de um todo,
que sobe às alturas e condensa,
ficando suspenso, pairando sobre nós.
Tentando lembrar que a dor já passou.
Sob a forma de nuvem, que ganha cor branca,
tornam o sentimento de dor em paz.
Dando esperança de que dias melhores virão."

Gonçalo Nascimento, 11°D

3 de fevereiro de 2014

Vazio

Não sei por onde começar porque não consigo definir o que estou a sentir.
Parece que me foi arrancado um pedaço do coração, como que se o meu mundo tivesse desmoronado, como se eu fosse um conjunto de cacos. Tal e qual um puzzle em que faltam peças.
Todas as palavras de carinho que me são ditas não me reconfortam, fazem-me chorar, magoam-me. Fazem-me remexer em algo que me mata, que me fere por dentro, algo que, aos poucos, quero conseguir esquecer. Não é esquecer definitivamente, porque isso é impossível, é esquecer momentaneamente.
Por mais que tente e que me esforce não consigo lidar com o rumo que a minha vida leva. Sinto que estou fraca, e eu tento ser forte como me dizem para ser, mas a verdade é que parece que já não sei o que é ser forte.
A minha cabeça não consegue assimilar que perdi alguém. Alguém que, para mim, significava tudo. Alguém que me fazia feliz e que eu fazia feliz. Alguém que tinha perspectivas bastante distintas das minhas devido à sua idade. Alguém que era capaz de ir ao fim do mundo e voltar, por mim. Alguém que era uma referência paternal. Alguém por quem estava disposta a lutar até ao fim.
Só que o destino surpreendeu-me, ou melhor, surpreendeu-nos. Ninguém estava à espera. Só mesmo esse alguém. Um alguém cansado de sofrer,  cansado de batalhar contra uma dor agoniante e horrível, cansado de fingir que estava- sempre- bem. Contudo, agora quem luta contra a dor, sou eu. A dor de saber que já não posso ouvir mais aquela voz, ver aquele brilho nos olhos, sentir aquele toque daquela pele, ver aquele sorriso, sentir aquele cheiro, porque, passe o tempo que passar, eu vou entrar naquela casa e esperar vê-lo ali, sentado, como sempre. E é isso que me corrói. Saber que já não está ali.
Seria egoísta se ainda quisesse que aqui estivesse, estava a sofrer. Eu sei que foi melhor assim, eu sei. Apenas não sei é lidar com isso- ainda.
Mas há algo que jamais me irão conseguir tirar. As memórias. Essas, guardo-as no meu coração. E recordo-as todos os dias, por enquanto com uma lágrima a correr pelo rosto. Mais tarde, quando tudo arrefecer, recorda-las-ei  com um sorriso nos lábios.
Eu sei que vai faltar sempre algo na minha vida. Um lugar que jamais será preenchido. Um vazio no meu coração.

Deus

Admiro todos aqueles que acreditam cheios de fé e cheios de tudo em Deus. Num Deus qualquer cheio de bondade e que tudo faz para diminuir o sofrimento de qualquer ser humano. Admiro porque não entendo. Admiro porque uma parte de mim acredita nalguma entidade superior e toda a outra parte se questiona e não é segura nisso. E questiono-me principalmente se é de mim ou se a entidade em que acredito é diferente do Deus em que vocês acreditam.
Acreditam num Deus auge de perfeição mas… Que Deus é esse que tira pessoas do mundo que muitas vezes nada fazem para merecer essa sentença? Que Deus é esse que deixa muita gente morrer à fome ou com doenças? Que Deus é esse que preza pela desigualdade ou pela injustiça? No fundo é essa a questão: “Que Deus é esse em que acreditam, tão cegamente, muitas vezes?”. É difícil entender. Talvez Ele vos ajude mas então olhem para o que vos rodeia: miséria, fome, doenças, guerras, mortes. Questionem-se.
Às vezes, quando preciso de forças ou quero ficar bem, dou por mim a pedir interiormente sinais ou ajuda, não sei bem a quem, talvez a um Deus meu. A um diferente do vosso. Um só meu ou um anjo da guarda qualquer que me vem à cabeça. Dou por mim a pedir que os meus dias melhorem ou então que as pessoas que estão na minha vida consigam ser felizes. Pedi para evitar mortes, mas isso Ele não conseguiu. E não, eu não deixei de acreditar nesse meu pequeno refúgio, não deixei porque nesse caso foi o ciclo da vida a apoderar-se das pessoas, não foi Deus que as levou daqui.

28 de janeiro de 2014

O "mundo" em que vivemos.

Basta uma pequena e simples reflexão sobre o que nos rodeia para percebermos que não temos, de todo, o melhor modo de vida. Vivemos num mundo em que a aparência vale muito, muito mesmo. Vivemos num mundo em que a quantidade de algarismos que uma dada pessoa apresenta na sua conta bancária é que importa. Vivemos num mundo em que a marca da roupa vale mais que o modo como essa pessoa interage. Vivemos num mundo em que as posses e os bens valem mais do que a personalidade!
Mas, questiono-me, que lugar ocupam os valores interiores? Onde pertencem os ensinamentos que, independentemente de já fabricados ou não, moldam as nossas atitudes? Que lugar ocupam os nossos sentimentos mais íntimos?
  É verdade que a aparência importa, mas do que nos vale uma cara/corpo bonita(o) quando no fundo o seu comportamento revela, por exemplo, egoísmo e demasiada vaidade?!

27 de janeiro de 2014

Morte

No último mês tenho-me questionado imenso sobre a morte, não a minha – não é algo que me assuste extremamente – mas na das pessoas que me são queridas, talvez por ultimamente ter de lidar com pessoas que estão a passar por isso e de quem gosto. Tenho pensado se é justo para quem fica ou para quem parte e no porquê.
Não costumava pensar na morte porque acho que há sempre imenso para viver, independentemente da idade ou do que já se fez. Acho que existe sempre algo que falta fazer ou pelo menos acho que não é justo, para ambas as partes, que alguém parta sem se despedir e é isso, é isso que acho que falta sempre fazer. É também isso que me assusta na morte. A última palavra é sempre a que nos ajuda a seguir em frente e no caso da morte não existe última palavra. A última palavra pode ser uma conversa banal ou uma discussão, nunca ou pelo menos são raros os casos (digo eu), em que a última conversa é uma despedida. 
Digo que é isso que me custa principalmente porque a despedida só por si marca o fim, não o fim de um sentimento porque muitas vezes é nas despedidas que se mostra maior amor ou maior afectividade, mas o fim de qualquer coisa – o fim do dia, o fim de uma etapa nalgum lugar, a morte. E quando existe uma despedida, existe sempre a convicção de que tem de se seguir em frente de alguma forma, existe sempre a paz da certeza de que tinha de ser assim, existe possivelmente alguma indicação de como continuar adiante. E sem despedida não existe nada, existem talvez sinais mas não certezas. Existem dúvidas (tais como as que eu tenho agora) e as suas respostas são uma questão de introspecção, não existe ninguém que as possa encontrar por nós nem que possa seguir em frente por nós.

25 de janeiro de 2014

Serei? Terei?

"Ainda tens muito que crescer!". "Cresce e (des)aparece!". "O saber leva tempo a crescer!".
Mas afinal... o que é crescer? Será que eu cresci? Não em termos de tamanho, claro; até porque a julgar pelo meu mísero metro e meio, penso que a resposta é óbvia. Refiro-me, pois, em termos de interior. Será que o meu ego cresceu? Será que eu cresci "por dentro"?
Por vezes, sinto que parei no tempo. Como se tivesse simplesmente estagnado. Olho para trás e ali estou eu: imóvel, petrificada. Pergunto-me "que fiz eu para poder dizer que cresci?". De facto, não encontro resposta que me valha. Se bem que esta questão assemelha-se bastante a outra que, de um tanto a quando, me inquieta: a minha existência. "Por que é que existo?". "Para que é que nasci?". "Para que vivo?". Não obtenho respostas; porém, constato que sou um núcleo de enigmas, todos sobrepostos uns aos outros, sem resolução nem pistas. Enigmas esses que se multiplicam, dia após dia, e surgem por meio de perguntas; também elas sem resposta. Vou-as guardando no pensamento.
Sou cheia de icógnitas, desde a mais ínfima partícula da minha pele até ao mais profundo pedaço da minha alma. (Alma?!)
De quando a quando, lá bem no fundo do meu pequeno coração de manteiga, sinto-me triste. Angustiada. Incompreendida. Bem, mas que exigência a minha! Afinal, como poderia alguém entender-me, se nem eu própria o sei fazer? Ironias da vida... esperamos compreensão quando, muitas das vezes, nem sequer a sabemos demonstrar - não no meu caso. Aliás, penso que mostrar compreensão é das melhores coisas que sei fazer, para minha fortuna - mas compreender-me... bem, acho que fica para amanhã.